segunda-feira, 30 de abril de 2012

Regulagem de Delays

Saudações Sonoras! Atendendo a pedidos de amigos do Facebook, vou explicar como regular o efeito de Delay principalmente para obter o efeito ao estilo “The Edge” do U2. Em primeiro lugar, precisamos entender o que é o efeito de “Delay” (em inglês, “atraso”). Delay é quando tocamos uma nota e ela soa logo depois, em “atraso”, dando a impressão de “repetição” das notas”. O Delay é amplamente utilizado para criar “ambiência” e “espaço” no som, substituindo muitas vezes o reverb. Alguns guitarristas (como eu) utilizam o delay para criar a ambiência necessária a música ao invés do reverb. Os segredos para regular corretamente o delay estão em saber que o delay pode, e deve, ser regulado de acordo com o andamento (BPM) da música e que suas repetições (atrasos) podem ser reguladas com diversas figuras ritmicas diferentes (seminima, colcheia, tercina de colcheia, semicolcheia, etc) dando diferentes texturas sonoras. Para os que ainda não tem conhecimento teórico, vou tentar explicar de forma resumida o que são figuras rítmicas. Figuras rítmicas são símbolos usados para representar som ou silêncio. Quando representamos som, dizemos que as figuras rítmicas são de Valores Positivos e quando usadas para representar o silêncio de Valor Negativo. Resumidamente temos as principais figuras rítmicas de Valor Positivo e suas durações:
Dessa forma podemos dizer que dentro de um compasso 4/4 ,uma Semibreve equivale a 4 tempos, ou seja, tem a duração de 4 tempos. A Mínima 2 tempo, a Semínima 1 tempo, a Colcheia ½ tempo, a Semicolcheia ¼ de tempo e etc. O que temos que ter em mente é a equivalência e proporcionalidade entre a figuras. Assim, se temos um semínima valendo 1 tempo, para tocarmos o mesmo tempo utilizando colcheia precisamos de 2 colcheias, ou seja, na colcheia tocamos 2 notas por tempo. O efeito de Delay também pode ser regulado para ter suas repetições ajustadas de acordo com as figuras rítmicas podendo ter repetições em Semínimas, colcheias e etc, ou, 1 repetição por tempo, 2 repetições por tempo, 4 repetições e etc o que gerará diferentes texturas sonoras. Basicamente a maioria dos pedais de Delay (e os efeitos em pedaleiras/racks) tem os seguintes ( e mais importantes na nossa regulagem) parâmetros: Level: que controla a quantidade do efeito que teremos no som Delay Time: onde regularemos a “velocidade” do delay e nossas figuras rítmicas Feedback: onde controlaremos a quantidade de repetições que queremos ouvir no som. Muitos Delays tem a opção de controle de grave e agudo das repetições, controle de Modo, Tap e etc. Estes são ajustes mais “finos” que fazemos ao delay, sendo os principais os que mencionei acima. Muito bem! Vamos por a mão na massa! O primeiro passo é saber em que andamento está a musica! Vamos imaginar que nossa música está em 120 Bpms e vamos regular diferentes delays ( os mais usados) para essa música, ok? Inclusive o efeito “The Edge” que eu não esqueci..rsrs. Para regularmos um Delay com 1 repetição por tempo (semínima) basta pegarmos o valor 60.000 e dividirmos pelo andamento (120), assim teremos o resultado de 500. Agora basta colocar o nosso Delay Time em 500. Pronto, temos um Delay com atraso em 500 m/s ou em seminima. Quando tocarmos, a repetição do delay baterá certinha em cima do tempo seguinte. Para regularmos a repetição batendo em todos os tempos do compasso é só ajustarmos (aumentar o valor) o Feedback e teremos nosso delay batendo na cabeça do tempo de todo o compasso. Se queremos um Delay em Colcheia basta dividirmos o resultado por 2, já que precisamos de 2 colcheias para completarmos um tempo. Assim temos o valor de 250 m/s. Para regularmos em Semicolcheia basta dividirmos o resultado por 4. Teremos 125m/s. Muito bem vamos agora ao efeito “The Edge”! O guitarrista do U2 costuma usar muito regulagens em seus delays de Seminima, Colcheia pontuada e Tercina de Colcheia. Vamos lá! Para regularmos em semínima já vimos o procedimento. Para regularmos em Colcheia pontuada ( regulagem que eu curto muito) basta pegarmos 250 (resultado para colcheia) e somarmos mais a metade desse valor ( que será 125), assim teremos um Delay em 375 m/s, ou, em Colcheia Pontuada. É importante lembrar que para termos uma regulagem mais próxima à usada pelo guitarrista devemos trabalhar com valores altos de Feedback ( em torno de 50 % ou mais) e Level. Para regularmos em Tercina pegarmos nosso valor base (500) e dividirmos por 3 = 166,66 ou 166, assim temos um delay batendo 3 vezes a cada tempo. Eu particularmente prefiro a regulagem em colcheia pontuada, no nosso exemplo, em 375 m/s, com Feedback em torno de 50% e Level em torno de 70% para ambiências do tipo usada na música “Where the streets have no name”. Mas cada caso é um caso e estes parâmetros podem sofrer variações para atingirmos um resultado satisfatório. E fique atento pois tocar com essas regulagens de delay requer um pouco de pratica, pois não são regulagens comuns, que ouvimos o tempo todo em qualquer música, por isso é necessário um pouco de treino e estudo com esse tipo de regulagem de delay. Para regularmos o Delay em outros andamentos (bpm’s) basta fazer o mesmo cálculo. Pegar 60.000 e dividir pelo valor do andamento (bpm) assim acharemos nosso valor em m/s equivalente a uma Semínima. Então é só repetir os demais cálculos. Para quem tem pedais ou pedaleiras com Tap é mais simples para regular, basta apenas pisar no Tap dentro do BPM da música. Mas esses cálculos são de grande valia principalmente em estúdio quando queremos adicionar o Delay certo para criarmos a ambiência adequada a música. Não podemos esquecer ainda que essas são dicas para chegarmos a uma sonoridade próxima a utilizada pelo guitarrista no efeito de Delay, e não estamos levando em conta os demais equipamentos utilizados, amplificadores e outros efeitos. Se você quer um timbre o mais fiel ao usado pelo guitarrista do U2, tenha em mente que vai precisar da maioria dos equipamentos utilizados por ele e, mesmo assim, não soará igual, já que mais de 50% do som de um guitarrista está nas mãos como já disse Eddie Van Halen e não nos equipamentos. Espero que estas dicas possam ajudar na hora de regular seu Delay. Um abraço e até a próxima pessoal!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aulas de Guitarra Online



Pessoal, tenho recebido vários emails de pessoas com dúvidas de como funcionam as aulas Online, se funcionam mesmo e etc. Bom , vamos lá!
As aulas Online são realizadas através do Skype (audio e video) em tempo real. Não são aulas gravadas! Portanto, é como numa aula presencial, só que o aluno na casa dele e eu no meu estudio.
Pelo fato das aulas serem em tempo real, tem o mesmo dinamismo das aulas presenciais.
Este é um sistema de ensino musical que tem funcionado muito bem com diversos alunos do Brasil e até do Exterior.
As aulas são individualizadas para as necessidades de cada aluno. Como a maioria das pessoas que me procuram já tocam, sejam profissionais , intermediários ou memso por hobby, eu analiso o conhecimento que a pessoa já tem e partimos daí.
As aulas contam ainda com material de apoio ( que é enviado ao aluno) como apostila, backingtracks, playbacks e etc, tornando assim o estudo muito mais interessante e produtivo.
Todos os elementos são abordados durante o curso: Teoria, técnica, harmonia, compossição, e ênfase em improvisação.
Uma outra duvida que muitos tem é sobre o tempo que demora para obtermos os resultados. Isso vai depender da disponibilidade de tempo do aluno para estudar entre as aulas. Uma pessoa que tenha 6 horas livres por dia para poder estudar vai render mais do que uma que tenha apenas 1 hora.
As aulas são semanais (01 aula por semana), como nas aulas presenciais, com 1h de duração e o pagamento das mensalidades feito via depósito ou transferência bancária.
Espero que tenha esclarecido algumas dúvidas.
Para quem quiser fazer aulas, é só entrar em contato.
Abraços, saudações sonoras!!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Aulas Online!!

Olá pessoal!
Como tenho recebido vários emails e perguntas sobre as Aulas Online, vou dar aqui um toques de como funciona o sistema.
As aulas Online, são realizadas através do Skype, em tempo real. Não são video aulas.
São aulas normais, como nas presenciais. A vantagem desse sistema é que o aluno pode fazer aula em qualquer lugar do planeta. Veja alguns depoimentos de alunos meus.
As aulas são semanais com duração de 1h à 1h15. Todos os elementos são abordados: teoria, técnica, composição, harmonia, improvisação. Do básico ao avançado.
O material didático: apostila, backingtracks e etc eu forneço ao aluno.
As aulas são individualizadas para as necessidades de cada aluno.
Espero que tenha esclarecido um pouco como funciona o sistema de aula online e, para quem quer fazer aula é só entrar em contato.
Abraços.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Notas Alvo, aproximações diatônicas e cromáticas.

Quando estamos cosntruindo uma frase, seja improvisando ou compondo , além da divisão rítmica das frases e das técnicas básicas como bends, slides, vibratos e ligados, devemos ficar atento à outros elementos para que nosso fraseado não seja um amontoado de notas sem sentido.
Antes porém de falarmos das Notas Alvos e das aproximações, vale aqui fazer um parênteses e lembrar que: Melodia e Harmonia estão intimamente ligadas, são complementares uma da outra. Não dá pra frasear sem levar em consideração o acorde que está sendo tocado naquele instante!!!
Isso é muito importante para se realizar um bom solo!!!
Muitos comentem o erro de apenas achar o centro tonal da progressão e saem “cuspindo notas” a torto e a direito achando que estão “inside” só porque estão no tom.
Para que as nossas frases tenham sentido, transmitam alguma coisa e, principalmente, trabalhem a favor da música devemos levar em consideração a utilização das Notas Alvos para darmos um tempero a mais no nosso fraseado.
As Notas Alvo serão as Notas que fecharão a nossa frase, aquelas na qual iremos repousar, descansar, finalizar a frase. Já que são essas notas que possuem sonoridade mais marcante dentro de uma frase.
Vamos imaginar a seguinte situação: Um improviso que será feito sobre a sequência C7+ - F7+ e G7.
Analisando a sequencia de modo “Macro” podemos definir que a tonalidade está em C Maior Jônio ( Natural). Muito bem!
Mas se apenas tocarmos a escala de C Maior, ou as possíveis Pentatônicas e Arpejos sobre a sequência, nem todas as notas soarão bem, pois temos que pensar que quando tocamos, estamos tocando “sobre” uma harmonia e que essa harmonia afeta nossas frases e vice versa.
O primeiro passo para acharmos nosssas Notas Alvos é identificarmos as Tríades e Tétrades de cada acorde da sequência. Então temos:
C7+ ( C – E – G – B)
F7+ ( F – A – C – E )
G7 ( G – B – D – F)
Muito bem, para cada acorde temos 4 Notas Alvo básicas, pois podemos também utilizar as extensões diatônicas à tonalidade como Notas Alvos, dependendo do clima e da sonoridade que queremos na frase.
Se tocarmos as notas C – E – G e B sobre o Acorde de C7+, essas notas soarão bem , soarão “inside” com o Acorde, não irão causar nenhum tipo de choque ou conflito, já que as mesmas pertence à formação do acorde. O mesmo acontecendo com as respectivas Notas Alvos dos demais acordes.
Mas como fazemos para chegar à essas Notas Alvos, já que não adianta ficar tocando apenas 4 notas durante todo o compasso.
Para isso utilizamos as Aproximações.
As aproximações são o “caminho” que percorremos até chegar nas nossas Notas Alvo.
Por exemplo: Se eu escolhi o nota E como Nota Alvo para a primeira frase sobre o Acorde de C7+, eu posso chegar até essa nota de diferentes maneiras ou com diferentes “aproximações”.
As aproximações mais usadas são:
1- Aproximação Diatônica Ascendente
2- Aproximação Diatônica Descendente
3- Aproximação Mista
4- Aproximação Cromática
5- Aproximação por Graus Conjunstos e
6- Aproximação por Graus Disjuntos


1- Aproximação Diatônica Ascendente – Na aproximação Diatônica Ascendente podemos utilizar qualquer nota “anterior” ao E (nossa nota alvo), dentro da tonalidade de C Maior, como ponto de partida para fazermos a aproximação. Por exemplo: podemos tocar as notas G, A, B, C, D e finalizarmos no E. Com isso estamos nos “aproximando” ascendentemente e diatônicamente da nossa nota alvo (E).

2- Aproximação Diatônica Descendente – Nessa aproximação fazemos o caminho inverso. Ou seja, saimos de qualquer nota posterior ao E e “caminhamos” descendentemente até o E. Por exemplo: tocamos as notas B, A, G, F para finalizarmos no E.


3- Aproximação Diatônica Mista – Nessa aproximação podemos fazer o caminho ascendente e descendente para chegarmos a nossa nota alvo. Podemos por exemplo tocar as notas A, G, C, D, e finalizamos no E. Repare que no primeiro movimento “andamos de forma” descendente e no segundo de forma ascendente.

4- Aproximação Cromática – Na aproximação Cromática utilizamos o cromatismo para chegarmos a nossa nota Alvo. A aproximaçao Cromática também pode ser: Ascendente, Descendente e Mista.

5- Aproximação por Graus Conjuntos – Podemos nos aproximar de nossa Nota Alvo , utilizando graus conjuntos, notas imediatas umas às outras, na “sequência” uma das outras. Podemos tocar as notas G-A , A-B, B-C, C-D, D-E de forma Ascendente e também de forma descendente, C-B, B-A, A-G, G-F, F-E.

6- Aproximação por Graus Dijuntos – Graus Disjuntos, são notas que não são imediatas umas as outras, são notas que possuem um intervalo, distância, entre elas. Vale aqui lembrar que nessa categoria de Aproximação entram os Arpejos, já que todo Arpejo (Triade ou Tétrade) é formado pela sobreposição se Terças. Nessa categoria então podemos fazer a aproximação de forma ascendente e descendente, utliznado instervalos de Terça, Quinta, Sexta, Sétima, Nona e etc. Ao utilizrmos os intervalos como aproximação por Graus Disjuntos, devemos levar em considerção as “extensões” possíveis para cada acorde, ou seja, os intervalos ditônicos a cada acorde.
Quando tocamos um Acorde de C, sabemos que são “extensões” diatônicas desse acorde a 6°, a 7M, a 9°, a 11°, e a 13°, pois estas notas pertencem à tonalidade e ao Campo Harmonico de C Maior Natural. Se tocarmos uma 11#, pr exemplo, já sairemos da Tonalidade de C Maior Jônio para tocarmos um intervalo pertencente à tonalidade de C Lídio.

Por fim, quando contruindo uma frase, cada nota tocada deve ter um sentido, um “porque”. Assim conseguimos criar sonoridades interessantes e ricas em nosso improvisos e solos. E é muito importante que além de utilizarmos as Notas Alvo e as Aproximações não nos esqueçamos das demais “ferramentas” como a divisão rítmica, a respiração, bend, slide, vibrato, ligado , tapping, etc, etc, etc.

Até a próxima!!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Como entender Cifras

Um dos grandes obstáculos para quem está começando a aprender a tocar violão ou guitarra é a Cifra, principalmente para aqueles que não tem o suporte de um professor.
Em primeiro lugar, precisamos entender o que é a cifra e para que serve.
Vamos imaginar que queremos aprender o acorde de DÓ MAIOR.
Como utilizamos a lingua portuguesa, escrevemos como acima: DÓ MAIOR.
Agora imagine um músico na Arábia, querendo escrever e aprender esse mesmo acorde. Ele vai escrever utilizando o alfabeto árabe. Se cada povo utilizasse somente sua lingua e seu alfabeto para representar os acordes, ficaria muito, mas muito complicado o intercâmbio de informações entre músicos de diferentes regiões.
Por isso, a necessidade de um “Alfabeto Musical”, uma “Linguagem Musical Universal”. Assim é a Cifra. Ela é um sitema de notação musical (escrita musical) adotada mundialmente, para facilitar a comunicação e a troca de informação entre músicos de diferentes regiões do planeta.

Na Cifra cada nota/acorde, passa a ser representada por uma letra.
Assim temos:
Dó = C
Ré = D
Mi = E
Fá = F
Sol = G
Lá = A
SI = B

Repare que se começarmos pela nota Lá, teremos a Cifra na seguinte ordem: A, B, C, D, E , F e G.
Como a nota Lá é a nota referência na afinação dos instrumentos, a Cifra foi criada tendo a nota Lá como ponto de partida.
Agora como escrevemos/representamos os Acordes em Cifra?
Simples! Quando o acorde for MAIOR, utilizamos somente a cifra correspondente ao acorde.
Ex.:
Dó Maior = C
Sol Maior = G
Mi Maior = E
Agora, quando o acorde for MENOR, utilizamos a Cifra correspondente ao acorde, seguido de um m, minúsculo.
Ex.:
Dó menor= Cm
Sol menor = Gm
Mi menor = Em

*esse m minúsculo não é referente à menor em português e sim a MINOR, em Inglês.

Quando temos acordes acidentados, escrevemos e lêmos na mesma ordem. Ex.:
Dó sustenido maior = C#
Dó sustenido menor = C#m
Si bemol maior = Bb
Lá bemol menor = Abm

As dissonâncias são representadas pelos números, correspondentes aos intervalos que elas representam. Um acorde de Dó maior com sétima menor será representado da seguinte forma: C7M
* Atenção! O sistema correto de Cifra é C7M e não C7+!!!

Um acorde do tipo C7/9 indica um acorde de Dó Maior com Sétima menor e Nona.
Importante é reparar se o intervalo é maior ou menor, se a sétima, sexta, nona etc, são maiores ou menores.
Agora, quando temos um acorde do tipo G/B, muito comum em diversas músicas temos um acorde de Sol Maior com o baixo em B.
Espero ter colaborado um pouco com estas exlicações. Lembrando que esta é uma explicação superficial. O ideal é ter o acompanhamento de um professor para aprender a matéria por completo.
Até a próxima! Saudações Sonoras!

segunda-feira, 28 de junho de 2010